terça-feira, 23 de julho de 2013

A tecnologia é aliada ou algoz da educação?

O saber é o caminho que viabiliza à sociedade em geral respostas para indagações ou até desejos diários de novidades, tanto no campo teórico quanto prático da ciência, e esta situação se efetiva quando há a interlocução entre quem pesquisa e o que é pesquisado. A relação entre o estudo e o investigador se dá à medida que haja produção de resultados, sendo estes, acessíveis a todos aqueles que buscam nas indagações acadêmicas a certeza de soluções confiáveis às suas dúvidas.
As análises científicas desenvolvidas no âmbito escolar têm como foco além do aprimoramento das práticas já existentes também a descoberta, e se apresentam para a comunidade por meio de publicações redigidas de forma clara, ou seja, com linguagem que viabilize acessibilidade ao leitor e dê a ele entendimento e convicção do que lhe foi imputado como desfecho das ações da ciência.
A apresentação de redação das publicações científicas é um caminho que media as novidades elucidadas por um pesquisador, desde que esse meio de comunicação não se sustente na complexidade da escrita gramatical que se pauta do culto ao descomplicado.
A ideia de novos fatos no campo da descoberta acadêmica se dá na medida em que este permeie a compreensão de qualquer curioso da leitura; sendo assim, a linguagem gramatical dispensa dificuldade de interpretação e considera a acessibilidade à informação literária, premissa para o entendimento do que se lê.
Ora, se o cerne da ciência é a produção de conhecimento e estes pensamentos também se expressam pela redação de atividades que são publicadas por estudantes e docentes, logo a composição da escrita merece especial atenção ao ser divulgada por meio de trabalhos científicos que se faz essencial, e isso se dá de forma mais amenizada quando os métodos de trabalhos científicos são discutidos conjuntamente entre instrutores e instruídos na busca de levar à tona a qualquer leitor qual a intenção do que foi investigado, de modo a deicar claro o problema, a justificativa e o resultado que a investigação quis mostrar a comunidade em geral.
Em tempos de total inclusão tecnológica os estudos feitos virtualmente se caracterizam como aliados dos estudantes e é um facilitador de emancipação do conhecimento. Agora, é preciso observar até que ponto o ensino praticado à distância colabora com o desenvolver crítico do aluno, já que limita o embate entre professor e aprendiz e transfere essa entonação aos fóruns virtuais que nem sempre dão o mesmo tom ao questionamento.
Sem dúvida nenhuma, não há o que se discutir, a tecnologia é uma ferramenta essencial, o que levanto aqui sob particular ponto de vista é a situação exagerada de disciplinas virtuais no campo da educação formal. É bem diferente da opção de fazer um curso de aperfeiçoamento, treinamento, conferência e outros usando as ferramentas de tecnologia.
A formação principal em cada grau de conhecimento deveria ser de forma presencial na sua totalidade, independente da fase em que o aluno se encontra (Fundamental, Médio e Superior em suas várias divisões). Há os que contestam essa afirmação, mais aí faço outra reflexão, será que a escola virou empresa, os discentes produtos e a educação um negócio?, sintomas capitalistas, embora eu concorde muito com esse sistema já que ele muitas vezes privilegia quem é produtivo e proativo. Contudo, é preciso ressaltar que a riqueza da produção acadêmica tanto presencial quanto escrita advém das controvérsias, da contenda, dos conflitos entre os agentes principais da educação. E confesso que, virtualmente ainda não vi isso acontecer, talvez por ignorância, mas ainda assim defendo que conteúdos online deveriam ser para aperfeiçoamento e não para formação principal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário