O saber é o caminho que viabiliza à sociedade em geral respostas para
indagações ou até desejos diários de novidades, tanto no campo teórico
quanto prático da ciência, e esta situação se efetiva quando há a
interlocução entre quem pesquisa e o que é pesquisado. A relação entre o
estudo e o investigador se dá à medida que haja produção de resultados,
sendo estes, acessíveis a todos aqueles que buscam nas indagações
acadêmicas a certeza de soluções confiáveis às suas dúvidas.
As análises científicas desenvolvidas no âmbito escolar têm
como foco além do aprimoramento das práticas já existentes também a
descoberta, e se apresentam para a comunidade por meio de publicações
redigidas de forma clara, ou seja, com linguagem que viabilize
acessibilidade ao leitor e dê a ele entendimento e convicção do que lhe
foi imputado como desfecho das ações da ciência.
A apresentação de redação das publicações científicas é um
caminho que media as novidades elucidadas por um pesquisador, desde que
esse meio de comunicação não se sustente na complexidade da escrita
gramatical que se pauta do culto ao descomplicado.
A ideia de novos fatos no campo da descoberta acadêmica se dá
na medida em que este permeie a compreensão de qualquer curioso da
leitura; sendo assim, a linguagem gramatical dispensa dificuldade de
interpretação e considera a acessibilidade à informação literária,
premissa para o entendimento do que se lê.
Ora, se o cerne da ciência é a produção de conhecimento e
estes pensamentos também se expressam pela redação de atividades que são
publicadas por estudantes e docentes, logo a composição da escrita
merece especial atenção ao ser divulgada por meio de trabalhos
científicos que se faz essencial, e isso se dá de forma mais amenizada
quando os métodos de trabalhos científicos são discutidos conjuntamente
entre instrutores e instruídos na busca de levar à tona a qualquer
leitor qual a intenção do que foi investigado, de modo a deicar claro o
problema, a justificativa e o resultado que a investigação quis mostrar a
comunidade em geral.
Em tempos de total inclusão tecnológica os estudos feitos
virtualmente se caracterizam como aliados dos estudantes e é um
facilitador de emancipação do conhecimento. Agora, é preciso observar
até que ponto o ensino praticado à distância colabora com o desenvolver
crítico do aluno, já que limita o embate entre professor e aprendiz e
transfere essa entonação aos fóruns virtuais que nem sempre dão o mesmo
tom ao questionamento.
Sem dúvida nenhuma, não há o que se discutir, a tecnologia é
uma ferramenta essencial, o que levanto aqui sob particular ponto de
vista é a situação exagerada de disciplinas virtuais no campo da
educação formal. É bem diferente da opção de fazer um curso de
aperfeiçoamento, treinamento, conferência e outros usando as ferramentas
de tecnologia.
A formação principal em cada grau de conhecimento deveria ser
de forma presencial na sua totalidade, independente da fase em que o
aluno se encontra (Fundamental, Médio e Superior em suas várias
divisões). Há os que contestam essa afirmação, mais aí faço outra
reflexão, será que a escola virou empresa, os discentes produtos e a
educação um negócio?, sintomas capitalistas, embora eu concorde muito
com esse sistema já que ele muitas vezes privilegia quem é produtivo e
proativo. Contudo, é preciso ressaltar que a riqueza da produção
acadêmica tanto presencial quanto escrita advém das controvérsias, da
contenda, dos conflitos entre os agentes principais da educação. E
confesso que, virtualmente ainda não vi isso acontecer, talvez por
ignorância, mas ainda assim defendo que conteúdos online deveriam ser
para aperfeiçoamento e não para formação principal.
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Pedagogia da alternância: o ensino a partir das vivências do aluno.
Método da pedagogia da alternância, desenvolvido nas Casas Familiares Rurais, foi tema de seminário na UTFPR, câmpus Pato Branco
O método da pedagogia da alternância, que surgiu na França, em 1935, no Brasil, em 1960 e chegou na região Sudoeste por volta de 1980, foi tema do I Seminário de Extensão sobre Pedagogia da Alternância do Sul do Brasil, realizado nesta sexta-feira (28), pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da UTFPR – câmpus Pato Branco.
O método de ensino, desenvolvido principalmente nas Casas Familiares Rurais e Casas Familiares do Mar, busca envolver o aluno, a instituição de ensino, a família, a comunidade e a propriedade rural no processo de ensino e aprendizagem.
De acordo com a engenheira agrônoma Elieges Carina Bertuzzi, que é supervisora e orientadora pedagógica da Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil (Arcafar-Sul), a pedagogia da alternância é uma metodologia de ensino diferenciada, que prevê que o jovem fique uma semana na Casa Familiar Rural e uma semana na propriedade rural, permitindo que ele faça uma troca de experiências, levando para a sala de aula pesquisas sobre a sua realidade no campo, que serão posteriormente trabalhadas e discutidas.
“O método não é algo imposto e sim discutido entre profissionais e os jovens, que estão ali para aprender e voltar para a sua propriedade e aplicar o conhecimento que adquiriu”, relatou.
Elieges também explicou que com o método procura-se fazer a interdisciplinaridade, relacionado a realidade do aluno com as demais disciplinas da grade curricular tradicional. “Por exemplo, nesta semana vai ser trabalhado sobre a criação do gado de leite, então, na matemática, no português, na disciplina de história ou geografia, todos irão trabalhar com este tema, ou seja, ensinar a língua portuguesa, mas voltado para o tema, ensinar matemática, com cálculos de produção, ensinar história, explicando como evoluiu a criação do gado de leite, ensinar geografia com base no que a nossa realidade melhor se adapta”, enfatizou.
O método de ensino, desenvolvido principalmente nas Casas Familiares Rurais e Casas Familiares do Mar, busca envolver o aluno, a instituição de ensino, a família, a comunidade e a propriedade rural no processo de ensino e aprendizagem.
De acordo com a engenheira agrônoma Elieges Carina Bertuzzi, que é supervisora e orientadora pedagógica da Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil (Arcafar-Sul), a pedagogia da alternância é uma metodologia de ensino diferenciada, que prevê que o jovem fique uma semana na Casa Familiar Rural e uma semana na propriedade rural, permitindo que ele faça uma troca de experiências, levando para a sala de aula pesquisas sobre a sua realidade no campo, que serão posteriormente trabalhadas e discutidas.
“O método não é algo imposto e sim discutido entre profissionais e os jovens, que estão ali para aprender e voltar para a sua propriedade e aplicar o conhecimento que adquiriu”, relatou.
Elieges também explicou que com o método procura-se fazer a interdisciplinaridade, relacionado a realidade do aluno com as demais disciplinas da grade curricular tradicional. “Por exemplo, nesta semana vai ser trabalhado sobre a criação do gado de leite, então, na matemática, no português, na disciplina de história ou geografia, todos irão trabalhar com este tema, ou seja, ensinar a língua portuguesa, mas voltado para o tema, ensinar matemática, com cálculos de produção, ensinar história, explicando como evoluiu a criação do gado de leite, ensinar geografia com base no que a nossa realidade melhor se adapta”, enfatizou.
Sudoeste
No Sudoeste existem atualmente 17 Casas Familiares Rurais, onde o método é aplicado. A primeira instituição a trabalhar com a pedagogia da alternância na região foi na cidade de Barracão, em 1989. Hoje além da região, no Estado do Paraná funcionam 43 Casas Familiares Rurais, que utilizam o método da pedagogia da alternância.
Segundo Elieges a utilização desse método, já agregou ótimos resultados, principalmente para o desenvolvimento da região, pois essa é uma metodologia de ensino que foi criada pela necessidade do jovem ter uma profissionalização no campo e não vislumbrar somente o meio urbano, assim também tem contribuído para reduzir o êxodo rural. “Hoje temos um percentual que revela que em torno de 80% dos jovens que passam pelas Casas Familiares Rurais, permanecem no campo, com qualidade de vida, conseguindo melhorar e transformar a sua propriedade”, destacou.
No Sudoeste existem atualmente 17 Casas Familiares Rurais, onde o método é aplicado. A primeira instituição a trabalhar com a pedagogia da alternância na região foi na cidade de Barracão, em 1989. Hoje além da região, no Estado do Paraná funcionam 43 Casas Familiares Rurais, que utilizam o método da pedagogia da alternância.
Segundo Elieges a utilização desse método, já agregou ótimos resultados, principalmente para o desenvolvimento da região, pois essa é uma metodologia de ensino que foi criada pela necessidade do jovem ter uma profissionalização no campo e não vislumbrar somente o meio urbano, assim também tem contribuído para reduzir o êxodo rural. “Hoje temos um percentual que revela que em torno de 80% dos jovens que passam pelas Casas Familiares Rurais, permanecem no campo, com qualidade de vida, conseguindo melhorar e transformar a sua propriedade”, destacou.
Proposta
A proposta de realizar o seminário e reunir pesquisadores, acadêmicos, monitores, professores e alunos que estão integrados no método da pedagogia da alternância, segundo Maria de Lourdes Bernartt, uma das organizadoras do seminário e adjunta do coordenadoria do PPGDR, é criar, a partir do evento, um espaço que se torne permanente para discussões, reflexões, estudos e trocas de experiências sobre a pedagogia da alternância e também, intensificar a pesquisa sobre esse método de ensino.
Ela ainda comentou que o maior objetivo do PPGDR é o desenvolvimento regional e como a pedagogia da alternância contribui para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, ele vem ao encontro dos temas no PPGDR.
A proposta de realizar o seminário e reunir pesquisadores, acadêmicos, monitores, professores e alunos que estão integrados no método da pedagogia da alternância, segundo Maria de Lourdes Bernartt, uma das organizadoras do seminário e adjunta do coordenadoria do PPGDR, é criar, a partir do evento, um espaço que se torne permanente para discussões, reflexões, estudos e trocas de experiências sobre a pedagogia da alternância e também, intensificar a pesquisa sobre esse método de ensino.
Ela ainda comentou que o maior objetivo do PPGDR é o desenvolvimento regional e como a pedagogia da alternância contribui para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, ele vem ao encontro dos temas no PPGDR.
Assinar:
Postagens (Atom)